Investir na sua Empresa: O que você precisa saber

Investir na sua Empresa: O que você precisa saber

Imagine que você decidiu que vai investir na sua empresa, mas e agora? O que fazer primeiro?

Como saber quais caminhos seguir e quais pessoas devem ser diretamente impactadas para que sua empresa cresça cada vez mais e seja ainda mais rentável?

Sabemos que as organizações mais bem-sucedidas do mundo são aquelas que investem em estruturas de trabalho e em metodologias que ajudam a melhorar o clima entre os funcionários, visando a motivação, inovação e capacitação.

Ao mesmo tempo, elas não podem esquecer da melhoria de processos, novas tecnológicas para reduzir tempo e custo, aumentar produtividade e escalonar seus serviços.

Mas o que fazer se os seus recursos não são tão abundantes como as maiores empresas do mundo? Como saber onde se deve investir na própria empresa?

Quais informações você precisa para traçar uma estratégia inteligente com os recursos que tem?

3 passos para investir na sua empresa

A seguir você vai conferir dicas que vão responder todas as suas dúvidas sobre o passo a passo para investir na própria empresa:

1. Mapear a situação atual do seu negócio

O primeiro passo é entender em qual estágio sua empresa se encontra, afinal, provavelmente existem diversos investimentos potenciais e várias formas de fazê-los.

Aqui, cada cenário precisa ser considerado, pois o investimento será direcionado ao caminho que traga mais benefícios de forma mais rápida.

Digamos que sua empresa comece a perder a capacidade produtiva por conta de a operação estar sobrecarregada. É preciso mapear isso antes de fazer qualquer investimento.

Ou imagine que temos um grande aumento de vendas, fazendo com que a empresa mude seu patamar de operação… os investimentos tendem a melhorar seus processos, mas cada um desses caminhos precisa ser estudado individualmente.

Assim que determinar e estudar o momento no qual sua empresa está enquadrada, será possível traçar as próximas etapas.

Como também os objetivos e, principalmente, o retorno desse investimento. Isso nos leva ao momento mais importante do processo: o planejamento.

2. Planejamento de investimento

Nessa etapa, precisamos estabelecer os objetivos e os resultados a serem atingidos.

Parte importante do planejamento de investimento é desenhá-lo como um fluxo: com começo, meio e fim, para compreender o tempo a ser dedicado em cada uma dessas fases.

Um bom começo se dá com alguns orçamentos, não só para mensurar seu custo de aplicação, mas para entender as diferentes entregas de valor de cada opção e seus impactos no curto, médio e longo prazo.

O tempo também é uma questão importante quando se trata de investimento. É preciso ter clara a duração desse processo e seu ROI, o tempo de retorno desse investimento.

Seja para aumentar a produtividade, as vendas ou atender mais clientes, o ROI deve mostrar em quanto tempo você começar a ver, de fato, o retorno.

Temos aqui um outro indicador: o “Stop Loss”, que traduzido, significa “Pare a perda” ou “Pare de perder”.

Ele tem como objetivo definir até quando você, como empreendedor, aceita perder dinheiro com tal investimento.

Isto alinhado, é preciso seguir esse indicador à risca para que não se perca, além de seu investimento, outros recursos da empresa.

Aproveitando a deixa, não deixe o amor pela sua empresa superar a razão.

Segundo alguns especialistas, no momento de investir, uma das principais falhas é ser influenciado pelas emoções e expectativas.

Uma dica simples é calcular o lucro de um investimento comparando-o com o rendimento de um investimento de mercado, como o CDB, por exemplo.

Se esse retorno for menor do que manter investido em CDB, é possível que você precise repensar sua jogada.

3. Cultura organizacional

A cultura organizacional é algo novo no mercado de investimento de empresas e indica tudo que envolve a rotina de uma companhia, funcionando como diretriz para guiar o comportamento e mentalidade de seus colaboradores.

Em um estudo recente, conduzido por especialistas da Universidade de Warwick, no Reino Unido, foi atestado de que funcionários mais felizes produzem 12% a mais que o esperado.

Em outra pesquisa, da Universidade da Califórnia, liderada pela professora Sonja Lyubomirsky, formada em psicologia em Harvard e Ph.D. em Psicologia da Personalidade pela Universidade de Stanford, mostra que há um aumento de 37% nas vendas e três vezes mais criatividade nos funcionários mais satisfeitos.

Porém, caso exista uma insatisfação em algum ponto, esse desempenho pode ser prejudicado.

Hoje é comum encontrarmos empresas que disponibilizam salas de jogos com os mais variados tipos de entretenimento, salas de massagem, atividades de recreação, além de permitir animais de estimação e ter regras de vestimentas mais liberais.

Isso anda em paralelo com as novas metodologias de cultura das empresas. Um colaborador feliz produz mais, vende mais e agrega mais, fortalecendo a cultura da empresa e melhorando assim, seus resultados.

Conclusão

Mas agora, cá entre nós, como quase tudo dentro do mundo corporativo, não existe fórmula mágica ou receita de bolo para se investir na própria empresa.

O que existe são alguns indicadores e etapas a serem seguidas para que os investimentos tenham mais chances de obterem sucesso.

De qualquer forma, a melhor maneira de saber onde investir é conhecendo seu negócio, possuindo os números reais e estabelecendo uma cultura organizacional.

É fundamental ter tudo mapeado, todos os processos desenhados e validados para que façam sentido e suas escolhas sejam baseadas na realidade da empresa e não em expectativas ou no seu amor pelo negócio.

Agora sim, você está pronto para investir!

Artigo atualizado em 31 de maio de 2021.


Amaro

Amaro Rodrigues
Data Miner
É formado em Administração e atua como Data Miner na Celero. Tem como propósito a extração e exploração de dados em busca de padrões que se correlacionam entre variáveis.