Você sabe porque você deve separar contas pessoais da empresa?

Você é um(a) empreendedor(a) e ainda não separou as suas contas pessoais da empresa?

Olha, sinto ser a pessoa a te dizer, mas você tem um problema.

Para começar do clube dos empreendedores a regra nº 1 é: não misture as suas contas pessoais com as contas da sua empresa.

Regra nº 2 do clube dos empreendedores é: NÃO misture as suas contas pessoais com as contas da sua empresa!

Regra nº 3 do clube dos empreendedores: separe as suas contas pessoais das contas da sua empresa…

Ok, acho que deu para entender o recado não é mesmo?

Se você tem uma empresa, é essencial que você mantenha uma conta bancária empresarial apenas focada para as despesas do seu negócio.

Mas para você não trocar os pés pelas mãos, continue lendo esse artigo para entender melhor como misturar as contas bancárias pode prejudicar a gestão financeira da sua empresa.

3 características de um empresário rumo à falência

Antes de falarmos sobre porque você deve separar as contas pessoais da empresa, você precisa entender porque tantos empresários acabam falindo. Abra bem os olhos e fique atento(a).

As reclamações de empreendedores que costumamos ouvir aqui na Celero são:

“Estamos vendendo o almoço para pagar a janta”

Ou

“Estamos constantemente apagando incêndios na nossa empresa”.

Eles acordam todos os dias sabendo que em pouco tempo eles entrarão em um caminho sem volta rumo à falência.

Fato real e oficial.

Você percebe pelo tom de voz que eles não estão satisfeitos nem felizes com suas empresas, mas sempre tem algum motivo para as coisas não estarem dando tão certo como deveriam.

E, acredite se quiser, na maioria das vezes, o motivo para chegar nesse nível é a falta de interesse ou conhecimento do empreendedor em relação às rotinas financeiras da própria empresa 🙄

Se você não quer chegar nem perto de um cenário parecido como esse, confira as 3 principais características de um empresário que está perto da falência.

1) Falta de interesse ou conhecimento da área financeira

Sim, você precisa saber o que acontece no setor financeiro da sua empresa.

Você pode delegar a função para outras pessoas?… Pode, claro que pode, mas isso não significa que você não deve ter noção do que entra e o que sai da sua empresa.

Para onde foram os gastos e de onde está vindo a receita, blza?

E, provavelmente, os empresários com as reclamações que eu citei acima não se preocupam com os controles financeiros.

Eles devem acreditar que essa área se resume em emitir notas fiscais, boletos e, no máximo, pagar contas – obviamente, se eles ainda tiverem dinheiro.

O mínimo que um empresário precisa para ter um bom planejamento financeiro é o controle de todos os valores que entram e saem da empresa, de onde vem as receitas e quais são os motivos dos custos e despesas.

Além disso, é essencial saber quais são os objetivos do negócio e tudo o que ele precisa para atingir esses objetivos.

Agora, em relação ao conhecimento técnico, aprender e compreender sobre finanças não é nenhum bicho de sete cabeças e estamos aqui para te provar isso.

Com orientações simples e um pouquinho de interesse no assunto é possível fazer um bom planejamento financeiro.

Assim você descobriu o primeiro motivo que leva empresários à falência, agora vamos para o próximo.

2) Não sabem ter a previsibilidade

Em primeiro lugar, para ter uma gestão financeira de sucesso você precisa ter previsibilidade.

E empresários que estão a beira da falência não têm a mínima noção do que vai acontecer com a sua empresa amanhã, quem dirá nas próximas semanas, meses ou anos.

Previsibilidade é uma das questões mais importantes quando se trata do financeiro de uma empresa.

Se você está se perguntando o que significa essa bendita “previsibilidade”, aqui vem a resposta.

É basicamente saber o quanto você vai receber e precisar desembolsar com gastos futuros e acompanhar seu caixa para que você possa guardar o dinheiro e não precisar fazer empréstimos desnecessários.

Um exemplo é o 13º salário.

Se você souber quanto vai precisar pagar lá no final do ano e conseguir guardar 1/12 deste valor por mês, quando chegar em dezembro, já terá esse dinheiro disponível e não vai precisar correr atrás de um empréstimo.

Viu como é fácil?

Mas é claro que, como você deve imaginar, o empresário rumo à falência nem imagina o que é previsibilidade.

Agora vamos para o próximo tópico dessa lista.

3) Não separar contas pessoais da empresa

Olha aí, chegou o assunto tão esperado. Sim, não separar as contas pessoais da empresa pode te levar a falência.

Honestamente, eu acho bizarro saber que existem muitos empreendedores com despesas pessoais e familiares misturadas com as contas da empresa.

E boa parte deles não enxergam isso ou talvez nem queiram enxergar. Mas ignorar essa questão, com certeza, não vai resolver o problema.

Parece contraditório (na verdade é), mas muitos empresários estão interessados somente em ganhar dinheiro e acabam esquecendo que, para uma empresa ter sucesso, é preciso que alguém lá dentro também entenda de dinheiro.

Para deixar bem claro essa questão de separar as contas pessoais das contas da empresa, vamos desenvolver mais o assunto…

Por que é importante separar as contas pessoais das contas da empresa?

Um dos principais erros dos empresários brasileiros é não separar contas pessoais com as contas da empresa e misturar tudo.

E algumas situações contribuem para isso.

A correria do dia a dia e todas as responsabilidades atribuídas na maioria das vezes à uma única pessoa, fazem com que este “atalho” seja tomado como forma de economizar tempo.

O controle se perde aos poucos.

No começo é uma conta de luz, de telefone ou do condomínio. E com o passar do tempo, todas as contas pessoais acabam sendo colocadas no fluxo de caixa da empresa.

Porque não já que é mais prático? Afinal, já estava com a conta da empresa aberta, não é mesmo?

Uma espécie de “encontro de contas” é criado. A compra de material de escritório é feita com o cartão do sócio, que por sua vez tem o valor “abatido do boleto” da escola das crianças, pago pela conta da empresa.

Com o passar do tempo, o empresário não sabe o custo da sua operação com exatidão, o contador não executa o fechamento adequado pela falta de informação e a percepção de retorno do negócio é distorcida.

E se um investidor se interessar pelo negócio? Como ele vai avaliar o que é da operação e o que é gasto pessoal?

Pois bem, se você chegou até aqui e se identificou com as situações acima, nós temos duas dicas de como resolver este problema:

1) Defina o valor do seu pró-labore e fixe uma data para pagamento

Com o direcionamento de uma única transferência para o pagamento do pró-labore, o fluxo de caixa começa a espelhar a realidade da sua operação.

Controles começam a trazer informações reais e decisões podem ser tomadas com embasamento.

Outra consequência desta ação é que, desta forma, você perceberá quanto ele impacta diretamente no resultado da empresa, já que o valor único é facilmente identificado em uma análise por mais simples que ela seja.

Você sabe que o objetivo de qualquer empresa (exceto ONG’s) é gerar riqueza.

Então, analise de forma crítica o seu pró-labore e entenda se a empresa tem capacidade financeira. Se não tiver, você tem duas opções: ou você reduz ou você melhora seu resultado.

A Calculadora de Ponto de Equilíbrio Operacional pode te ajudar a entender como obter um melhor resultado. Baixe gratuitamente!

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2) Separe de uma vez por todas as contas da empresa e as suas contas pessoais

Ok, isso precisa ficar bem fixado na sua mente, é por isso que resolvemos colocar dois tópicos focados nesse ponto aqui no artigo.

Então, anote aí…

Todas as contas da pessoa física são pagas pela pessoa física. Todas as contas da pessoa jurídica (pagamentos e recebimentos) são feitas pela conta corrente da pessoa jurídica.

Torne isso uma regra.

No caso de não ter uma conta pessoa física, os bancos digitais são uma ótima opção de serviços com um custo baixíssimo.

Caso prefira os bancos tradicionais, é interessante que seja da mesma instituição da PJ (pessoa jurídica). Assim, caso precise ir até agência, você poupa tempo e dinheiro no deslocamento.

Definitivamente, esse é o caminho certo para manter a saúde financeira saudável e te deixará bem longe de uma possível falência, beleza?

Para fechar com chefe de ouro…

Enfim, depois de tudo isso, nós temos uma boa notícia para você.

O dono do negócio não precisa ser o encarregado de todas as atividades financeiras.

Existem algumas plataformas no mercado que podem ajudar a administrar a rotina financeira de uma empresa e, caso seja necessário, ajudá-la a entrar nos trilhos novamente.

É justamente para ajudar essas empresas que a Celero existe.

A intenção é que você, empresário(a), faça o que realmente gosta e que faça do melhor porque sabemos que, quando fazemos o que gostamos, os resultados são incríveis.

Se o seu negócio não chegou nesse nível, parabéns! Isso significa que você está no caminho certo.

Mas se você conhece algum empresário nesse perfil ou se acabou de descobrir que você mesmo é um empresário rumo à falência, clique aqui e fale com um dos nossos consultores.

Temos certeza que conseguiremos ajudar a sua empresa!

Por hoje é isso, voltamos a nos falar no próximo artigo.

Artigo publicado originalmente no dia 9 de março de 2018 e atualizado no dia 17 de junho de 2020.

Celero

A Celero é uma empresa que ajuda pequenos & médios empreendedores a descomplicar a rotina do setor financeiro empresarial através de um software para gestão financeira fácil de usar.

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